Publicar um livro
Edição #331: Um pouco sobre o lançamento de 'O medo é o lado B do amor'
Todo mundo fala que escrever um livro é uma coisa e publicar é outra. Que a alegria deve vir do ato da escrita e que, depois de pronto o livro, é só entregá-lo ao mundo e não criar expectativas. Mas vou te falar: a minha experiência com a minha coletânea de crônicas não seguiu muito bem este script.
O livro nasceu desta newsletter, o que por si só torna a experiência da escrita muito menos solitária. Ao invés de passar meses ou anos escrevendo sozinha, eu tive a oportunidade de publicar as crônicas por aqui semanalmente. Ganhei leitores, troquei comentários, fiz amigas, criou-se uma comunidade.
Juntar os meus textos favoritos em um livro era um sonho antigo. A ideia era celebrar os quatro anos da newsletter e a dedicação semanal à escrita. O sonho tomou corpo no fim do ano passado e nessa hora, já não estávamos mais no território da escrita, mas sim no início do processo de publicação. Reli todos os textos, escolhi aqueles que considerava mais especiais, dividi-os em temas e criei algo novo: um manuscrito.
Esse manuscrito foi trabalhado a muitas mãos: com a Debora, minha agente, e com o Bruno, meu editor. Juntos, passamos meses numa atividade de ler, reler, reorganizar, editar, revisar, reler de novo. Foi delicioso - como contei aqui, foi um momento de transformar algo que era uma celebração pessoal em um livro feito para os leitores.
E eis que chegamos à etapa final: a publicação. Impossível não criar expectativas: quero que todo mundo goste. Ele é um pouco como um filho meu, resultado de tantos anos de escrita: como entregá-lo assim ao mundo sem nenhum apego?
Resolvi fazer uma noite de lançamento e passei as semanas seguintes num misto de empolgação e ansiedade. Será que as pessoas iriam? Será que não seria um mico? Foi como dar uma festa e temer que nenhum convidado venha, mas com o adicional de insalubridade de que eu estava expondo meus textos, meu livro, ao olhar dos outros. Será que iriam gostar?
Eu já tinha lançado dois livros sobre finanças pessoais e sabia como funcionam esses eventos. Mas a minha sensação ontem era de que eu estava finalmente lançando um livro de verdade. Esses textos são um pedaço de mim. No entanto ontem, no dia do evento, entreguei minhas expectativas: quem viesse era porque desejava comemorar comigo aquela conquista.
Foi mesmo uma festa: cheia de gente querida, conhecidos ou não, pessoas de todas as fases da minha vida. Teve o jornalista que trabalhou na mesma época comigo no Estadão, teve a colega dos tempos do Finanças Femininas e também leitores da newsletter que eu não conhecia (ao menos pessoalmente). Foram meus amigos, minha família, parentes distantes. Como reagir a todo aquele meu universo concentrado em uma livraria?
Saí de lá flutuando e a verdade é que ainda não pousei os pés no chão. Ainda não consegui responder a todas as mensagens de parabéns nem ver todos os stories. A Helena me escreveu hoje cedo para saber como eu estava e me recomendou: “não pouse, voa mais um pouquinho”.
Então escrevo essa edição com asas nas costas. A verdade é que publicar um livro é muito legal.
E se você quiser o seu exemplar, você pode pedir aqui no site da editora Quelônio:



Que demais, Carol! Parabéns pelo livro e que você alcance vôos cada vez mais altos!
Seu cabelo está lindo demais!
Ahhh, eu amei que consegui ir lá te ver e pegar meu autógrafo. Muito orgulho de você! E arrasada que, blogueira de araque que sou, não fiz uma foto! Parabéns, voe sempre muito alto.